segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que não podemos deixar para trás?

|

O que nós não podemos deixar para trás? Esse é o tema do meu novo blog! Depois de um ano vivendo as reticências de pensamentos que se prolongavam além das palavras, guardo este livro para começar a escrever outro.

Intimismo em meio à objetividade. Entre filmes, livros, músicas, sensações e notícias. Eu me propus um novo espaço, e espero que seja ainda melhor!


"ALL THAT YOU CAN'T LEAVE BEHIND"
Fatos, acontecimentos, pensamentos, sonhos, alegrias e tristezas que simplesmente não podemos deixar para trás.

www.periclescarvalho.blogspot.com

And love is not the easy thing....
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind
U2

quinta-feira, 26 de março de 2009

O que mais?

|



A vida não é fácil, mas...

pra que se importar com o que dizem por ai?
Sim, acho a menina bonita
Não, não preciso abrir minha vida para todos - é um direito meu
Não conto detalhes íntimos por simplesmente achá-los desnecessários
Segredo: sou loser por que quero
Sou feliz
Verborrágico
Reclamão
Não gosto que me interpretem errado
Não admito ver os fatos de uma maneira que favoreça meu ego, que favoreça meus devaneios
Sou sincero
Digo que SIM e também digo que NÃO
Quanto digo SIM, é realmente SIM
Quando digo NÃO, é realmente NÃO
Me importo com o que dizem, mas não posso conter ninguém
Aprendi a ser mais eu
Aprendi a me amar
Orgulho próprio
Não aceito ser rebaixado
Não aceito verdades nascidas da raiva
Não dou birras e xingo alguém por que não me dão um brinquedo
Sou educado
Diplomático
Amigo
Não confundo as coisas
Não penso que alguém DEVE fazer algo
Não obrigo ninguém a me entender
Nunca precisei colocar ninguém na geladeira
Sempre tomei as decisões que quis
Escuto as palavras de raiva
Os lamentos
Escuto até ofensas
Até ofensas...
Mas me alegro
em me conhecer melhor
em saber em quem me apoiar
em saber como agir para não me interpretarem mal
posso dizer que sou alegre-deprê
mas sou alegre
alegre!
Vivo cercado de pessoas que gosto
o que mais?
...
...
...
...



quarta-feira, 25 de março de 2009

Music and me...

|

STARFISH - SISTER HAZEL
I saw a starfish on the ground
He was half buried in the sand
Just so out of place and ahh
He was a long, long way from home

I was a long, long way from home
And so we talked a little while
Then I shook his hands....and I
I was a long, long way from home

And everything is wonderful
When everything's alright so alright
There we were
One less star tonight

Na na na na na na na
Na na na na na na

We thought a better place to go
Might be the top of purple mountains
So close to outer space....and ahh
We were a long, long way from home

We'd bring some records and a game
Might take a walk or read a book

But it's not the same....no ahh
We're still a long long way from home

I saw a starfish on the ground
Oh, he was still buried in the sand
Now he's not so all alone
And he's finally going home
So I smiled and I shook his hands....and we were singin'

Na na na na na na na
Na na na na na na

There we were one less star tonight
There we were one more star tonigh

O álbum "Somewhere more familiar" de 1997 é um dos meus favoritos do Sister Hazel."Starfish", foi a primeira música da banda que eu conheci há muitos anos no curso de inglês.

Esse CD me faz relembrar bons tempos de uma adolescência interiorana,totalmente nostalgico. Bom pra escutar comendo pipoca ou tomando sorvete, curtindo aquela fossa...


Tem canções muito especiais pra mim como "All for you" (pura Sessão da Tarde, uma baladinha romântica), "Cerilene" e "Just Remember".


sexta-feira, 20 de março de 2009

Nossa época

|

"Ainda era confuso o estado das coisas do mundo, no tempo remoto que esta história se passa. Não era raro defrontar-se com nomes, pensamentos, formas e instituições que não correspondia a nada existente. E, por outro lado, o mundo pululava de objetos e faculdades e pessoas que não possuiam nome nem distinção do restante. Era uma época em que a vontade e a obstinação de existir, de deixar marcas,de provocar atrito com tudo aquilo que existe, não era inteiramente usada, dado que muitos não faziam nada com isso - por miséria ou ignorância ou porque tudo dava certo para eles do mesmo jeito - e assim uma certa quantidade andava perdida no vazio."

CALVINO, Italo: "O cavaleiro inexistente"

quinta-feira, 19 de março de 2009

Todo carnaval tem seu fim?

|



Domingo, no Multishow, às 18h30 o revival do Los Hermanos, e a partir das 20h30, Kraftwerk e logo depois, Radiohead. Como não se fala em outra coisa que não seja esses shows (e nem poderia, afinal de contas é Radiohead!), quero postar minhas impressões assim que terminarem as apresentações. Será um domingo interessante para provar que nem todo carnaval tem seu fim...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Now Is the Time

|

Hora do Planeta 2009.
Junte-se a este movimento de alerta contra o aquecimento global. A Hora do Planeta 2009 espera alcançar mais de um bilhão de pessoas em mil cidades ao redor do mundo, convidando comunidades, empresas, organizações e governos a participarem deste ato simbólico histórico pelo futuro da Terra. No dia 28 de março, às 20h30, apague as luzes de sua sala.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Campo de batalha

|


"A tenda de relações públicas tinha uma antena de TV via satélite e, com Trey Cate longe dali durante o dia todo, uma dúzia de soldados assistiam à MTV, apesar de sua
ordem proibindo qualquer programa de televisão que não fosse de notícias. Cada videoclipe parecia carregado de ironia, desde a música "Times Like These", do Foo Fighters..."

(Na companhia de soldados, página 256)



Foi no último sábado quando eu me lembrei deste trecho do excelente relato do jornalista enviado pelo Washington Post à guerra do Iraque, Rick Atkinson. Mais do que compreender a logística da guerra e as estratégias do General David Petraeus (eleito homem do ano de 2007 pela revista Time), o livro de Atkinson nos faz olhar o dia-a-dia dos soldados, além de descrever o complexo e necessário trabalho da mídia durante conflitos. Para quem quer compreender melhor a Guerra do Iraque e tem curiosidades em relação à cobertura de guerras, este livro é uma ótima dica.



Mas eu me lembrei deste trecho do livro não por escutar "Times Like These", mas sim por escutar outra canção, aliás, um CD inteiro. É o "No Line on the Horizon", o novo álbum do U2. Como o próprio Bono diz, neste álbum dá pra sentir o que acontece no mundo olhando pela janela, arranhando o vidro. Essa sensação de visualizar o mundo através das melodias e principalmente através das letras me acompanhou durante o tempo que eu passei escutando, faixa a faixa, cada uma das músicas do CD.

Dentre todas as músicas, a fantasmagórica faixa "Cedars of the Lebanon" me fez pensar a respeito daqueles soldados descritos por Atkinson. Na música, quem fala é um correspondente de guerra, alguém que tem a possibilidade de visualizar o campo de batalha de perto e a responsabilidade de contar ao mundo o que está vendo.

Seja no Iraque, em Darfur, no Afeganistão ou em qualquer outro lugar, as palavras da canção remetem à realidade das guerras . Se for em tempos de conflito que se aprende a amar de novo (contextualizando Foo Fighters), é durante estes dias que se percebe o quanto as relações humanas são complexas, e então pode-se cantar com o U2:



"Choose your enemies carefully 'cause they will define you. / Make them interesting, 'cause in some ways they will mind you. / They're not there in the beginning but when your story ends. /Gonna last with you longer than your friends"


O novo trabalho do U2 tem seu revés político, e isso não é novidade para ninguém. Mas a sonoridade pode surpreender até mesmo os mais céticos. A crítica recebeu bem o CD, a banda é a capa da edição deste mês da revista Rolling Stone, e para mim, "No Line on the Horizon" provou mais uma vez que a música pode ser um dos melhores espelhos do mundo em que estamos vivendo.



A foto acima, de um soldado norte-americano exausto dentro de uma trincheira no Afeganistão, feita pelo britânico Tim Hetherington para a revista Vanity Fair, ganhou um dos mais importantes prêmios internacionais do fotojornalismo em 2007, da entidade World Press Photo.